Gênios do Mercado: Histórias da Bolsa no Ibmec e entrevista com ex-diretor da BM&F

No dia 15 de junho de 2019, foi realizado no Ibmec São Paulo o evento Gênios do Mercado, organizado pela Day Trader School em parceria com o CEI (Centro de Empreendedorismo e Intarnacionalização) do Ibmec. O evento teve como objetivo contar as histórias de alguns personagens que trabalharam no mercado financeiro ao longo do último século, apresentando a história da Bolsa Brasileira, desde a época em que haviam duas: a do Rio de Janeiro e a de São Paulo, até o processo de digitalização do pregão, que se deu pela incorporação da ferramenta computadorizada nas operações, e assim, o que se vê agora, os Homebrokers (meio pelo qual qualquer pessoa pode comprar e vender ativos direto de sua casa).


A história da Bolsa em São Paulo começou a ser contada pelo ex-diretor da BM&F ( Bolsa de Mercadorias e Futuros), quem foi responsável pela estruturação do mercado de futuros, isto é, o mercado no qual se compra e vende contratos, sendo a compra e venda do direito de receber determinado ativo numa data futura.


Para exemplificar, um contrato futuro de ouro, dá o direito a um comprador a determinada quantidade de ouro numa data pré-determinada. Enquanto a data não chega o contrato pode ser comprado e vendido à mercado. Hoje os ativos negociados são: Ouro, Boi Gordo, Café Arábica, Petróleo, Milho, Ibovespa (bolsa), dólar, juros DI e S&P 500 (bolsa norte-amerciana). Mas tudo isso não era negociado desde o início, José Carlos Branco, a quem era conhecido como “O Branco”, afirmou que logo que foram comercializados os contratos na BM&F, esse que eram de ouro, perdiam em número de negociações para a “Bolsinha”, uma bolsa concorrente, mais conhecida pelos Barões do Café já que eram quem dava a ela o prestígio das famílias paulistas.

Quanto ao trabalho dos corretores, foi retratado por Anderson Mato, que foi operador do pregão, ou seja, esteva presente nas rodas de negociações envolvido pelos empurrões, cotoveladas, calor e gritos de “compra e venda”.


A plateia escutou desde as histórias mais engraçadas de como eram as relações de amizade e conflitos entre os operadores, o choque que o marinheiro de primeira viagem tomava naquele mar de pessoas, que conseguiam se compreender muitas vezes por sinais, gestos e gritos, e o crescimento pessoal de cada um enfrentando os desafios impostos em seus trabalhos e carreiras.


Ele também expôs as mudanças que ocorreram do pregão viva-voz para o digital no fim da década de 90, estimulando assim a entrada de mais pessoas físicas na Bolsa.

Tendo a B3 chegado neste ano a marca de 1 milhão de CPF’s.


No evento, foi possível a transmissão de diversos conceitos do mercado através das envolventes histórias dos desafios e dificuldades que cada operador teve na época do pregão viva-voz. Outro testemunho singular foi o de Carlos Luftalla, quem após algum tempo trabalhando no saudoso mercado, abriu sua própria corretora, a qual teve como foco a pessoa física, antecipando o movimento que se deu e tomou corpo com a Corretora XP Investimentos, a quem Carlos chamou seu fundador, Guilherme Benchimol, de um gênio que soube enxergar um movimento muito maior do que os outros esperavam, inclusive o próprio. Ao final, disse, em tom de descontração, que se tivesse esperado mais um pouco para vender sua corretora teria tido mais êxito.


Um evento desse porte e com tamanha experiência ter sido realizado no Ibmec é grande reconhecimento pela instituição de ensino que foi fundada pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Durante o evento os membros do IbLiberty puderam gravar um entrevisa com José Carlos Branco, o ex-diretor da BM&F, na qual pergutaram sobre a Crise Asiática e a quebra da Bolsa no Rio de Janeiro.



Link com a entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=CQX92JTrB7M&feature=youtu.be


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