O Ocidente e sua Chama que se Apaga

O ocidente, a muito, fora o estandarte da liberdade, hoje se afoga nas águas do totalitarismo. Uma mistura estranha de progressismo desconstrutivista e autoritarismo se espalhou pela mente do povo ocidental. De todos os ideais que jazeram na psique da nossa população ou inimigos que já enfrentamos certamente esse é o mais perigoso, afinal nenhum outro sequer chegou perto de nos destruir. A noção de um mundo sem o ocidente era inimaginável, atualmente, porém, nosso declínio é desejado ou ao menos não oposto por larga parcela popular.

Fato é, a liberdade só pode ser morta por suicídio, um homem morto não pode ser escravo. Sem as mordaças que deixamos nos porem nunca poderiam ter nos derrotado, afinal para o homem ocidental livre a adversidade é como o treino para um pugilista, ela nos reduz ao nosso peso de luta e, se a história prova algo, é que, no final, nada pode derrotar o herdeiro dos velhos hiperbóreos.

Pelos fins da igualdade a classe intelectual degenerou os elementos mais fundamentais da cultura que dividimos. A religião cristã, a família nuclear, a democracia e a justiça universal são, agora, combatidos. Como fruto do materialismo filosófico de Carl Grunberg, a escola de Frankfurt influenciou gerações de acadêmicos a abandonarem e a odiarem tais elementos. Cultivando uma cultura de rebeldia ignorante que viria a ser popularizada pela mídia, criou-se a narrativa de que “nós, os jovens, somos os únicos livres e devemos derrubar as autoridades opressoras”. Contudo, a partir dessa fúria popular o produto foi tão somente maior opressão. Por exemplo, ambientalistas e igualitários nada mais geraram do que burocracia corporatizante nas áreas de produção, se tornou inviável economicamente um pequeno produtor competir com os grandes players do seu setor que podem arcar com os custos burocráticos; os justiceiros sociais produziram nada mais que a proibição dos discursos e o aparelhamento das instituições de modo a oprimir as maiorias e degenerar nossos costumes.

Essas correntes nos proíbem de voltar à clássica ortodoxia que nos elevou, como filhos de Ícaro, ao sol e nos manteve um povo livre. Por tanto, o nosso objetivo deve ser nos livrarmos delas antes que nos afoguemos nas águas do progressismo totalitário onde já nos encontramos. Com isso, eu me despeço com um parágrafo do poema “by god we’ll have our home” de Mannerbund.

“In our own towns we’re foreigners now, our names are spat and cursed The headline smack of another attack, not the last and not the worst Oh my fathers they look down on me, I wonder what they feel To see their noble sons driven down beneath a cowards heel Oh by god we’ll have our home again.”

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